Histórico

Catequese São Paulo Apóstolo do Guará I

        Podemos dividir a Catequese da Paróquia São Paulo Apóstolo do Guará I em 3 etapas diferentes: 1969 a 1985; 1985 a 1992; 1992 até hoje.

1a Fase: 1969 – 1985

      Com o surgimento da Paróquia em 1o de janeiro de 1969 nasceu também a Catequese paroquial. Ela era administrada nas Escolas Públicas por professoras ou grupos de catequistas cuja boa vontade era evidente, mas cuja preparação deixava muito a desejar.

      Sem Igreja e sem salas de aula andou, durante muitos anos, tateando caminhos até que se instalou no lote 7, área especial, onde surgiram núcleos de catequese paralelos à catequese dada nas escolas.

      No fim da década de 70 passou por muitas dificuldades. Orientada por um grupo mais interessado no campo social do que na verdadeira finalidade da catequese, passou a se resumir em encontros quase sem conteúdo e mais orientados para festinhas do que verdadeira formação religiosa.

Nos primeiros anos da década de 80, quando Pe. Valdir Susin se tornou Pároco tentou-se mudar os rumos da catequese paroquial. O Pároco encontrou ferrenha oposição, mas conseguiu afastar os catequistas renitentes e colocar na coordenação uma Congregação de Irmãs.

      Dada a pouca experiência das freiras dirigentes, a catequese continuou claudicando, com poucos alunos, poucos catequistas e pouca influência paroquial.

2a Fase: 1985 - 1992

      Em 1985 a Catequese retomou um alento novo devido a dois fatores fundamentais:: um sacerdote tomou a responsabilidade da Catequese Paroquial e foi encontrada uma coordenadora firme e competente.

      Depois de um momento de incerteza, as irmãs se retiraram, e pouco a pouco a catequese se organizou, cresceu, se fortificou. Foi um tempo também de construção de salas no recinto paroquial... Em 1987 os catequistas já passavam dos 200 e os catequizandos beiravam 3000. Não era somente uma catequese para crianças, atingia também deficientes mentais e físicos, adultos e a nascente Capela São José do Lúcio Costa.

      Em 1988 passou, porém, por um período muito crítico. Alguns catequistas, liderados por elementos negativos, turbulentos e de esquerda, infelizmente apoiados por falsos líderes religiosos, tentaram derrubar a coordenação vigente para se estabelecerem  eles mesmos como dirigentes de uma Catequese feita segundo o próprio gosto.

      Embora com grandes dificuldades se conseguiu afastar o grupo e a Catequese pôde continuar sua caminhada, embora fortemente arranhada e ferida.

      Permanecia o número de catequistas, havia grande número de catequizandos, mas a coordenação perdeu o elã primitivo e passou a ser arrastada pela caminhada em lugar de guiar a caminhada.

      A coordenadora, enfim, se retirou, deixando o lugar para outras pessoas que permaneceram muito pouco tempo e não puderam dar nenhum contributo especial para uma renovação verdadeira.

3a Fase: 1992 até hoje.

      Em 1992 as coisas começaram a tomar novos rumos. Renovada a Coordenação que permanece até o dia de hoje, foram reafirmadas as iniciativas anteriores boas, que eram muitas e importantes, foram tomadas novas iniciativas; a formação do catequista se tornou prioritária e os métodos de ensino da catequese modernizados e revistos.

      Continuou-se, mas mais intensa e profundamente, a formação e o acompanhamento do Catequista, quer no campo do conteúdo, quer naquele da metodologia; a Liturgia se tornou uma preocupação não só por ser considerada complemento, mas parte essencial do ministério catequético e foram envolvidos o mais possível os pais no trabalho formativo dos catequizandos.

      Infelizmente o número dos catequistas veio diminuindo sensivelmente por causa do ritmo de vida que envolve sempre mais as pessoas nos últimos tempos. A necessidade do jovem estudar e do adulto trabalhar ao longo do dia fez com que a catequese, que é administrada de Terça a Sábado nos turnos matutinos e vespertinos, sentisse sensivelmente a falta de voluntários para esse ministério. Todavia nunca foi necessário fechar cursos por causa de falta de catequistas. Embora em menor número (150) sempre deram conta do recado com muito sacrifício e muito espírito evangélico.

      Outra dificuldade procede do ritmo de aula impulsionado pelas escolas públicas. Por causa das greves contínuas e intensas, muitas vezes essas escolas convocam seus alunos no Sábado ou em outro horário para que se reponham os tempos de aula perdidos. Ora, do momento que em nossa catequese matriculam-se de manhã os alunos que estudam de tarde e vice-versa pode-se avaliar o estorvo que as escolas proporcionam na nossa catequese quando há essa tal de reposição.

      Agradecemos a Deus pelas pessoas que Deus colocou na caminhada da catequese para que crescesse, se purificasse e fosse fonte de evangelização para muitos. Esperamos sempre mais ainda em sua ajuda para que a caminhada continue e se renove cada vez mais pela presença do espírito do Senhor e com a Igreja que Ele nos deu.

 (Histórico resumido a partir do Livro do Tombo e da memória das pessoas.) 

Organização da Catequese da São Paulo Apóstolo

1.         COORDENAÇÃO GERAL E DOS SETORES.

·       Pe. José Perona: Diretor Espiritual

·       Maria Ferreira Cunha: Coordenadora geral.

·       Maria Helena Silva de Jesus: Coordenadora da Eucaristia I.

·       Maria das Graças Santos de Almeida: Coordendadora da Eucaristia II.

.       José Ribamar Borges Leal: Coordenador da Perseverança.

·       Giovani de Morais e Valdelice Amaral de Morais: Coordenadores da Crisma.

·       Maria de Fátima Rodrigues: Coordenadora da Liturgia na Missa da Catequese.

2.              ESTRUTURA:

Prézinho:  Para criancinhas de 4 a 6 anos. Recebe as primeiras noções de que Deus é Pai, é bom, de Jesus e seus mistérios da infância, morte e ressurreição. As crianças aprendem orações e cantos.

- Pré I e II: para crianças de 7  e 8 anos. Aprofunda-se a fase anterior procurando uma certa ligação com a vida das crianças. Noções mais amplas de Jesus e orações e cantos apropriados.

- Eucaristia I: Crianças a partir de 9 anos. Preparação remota para a 1a Eucaristia. Aprofundam-se mais as fases anteriores. Contatos com a Bíblia, Palavra de Deus, com ensinamentos morais e doutrina da Igreja. Orações e cantos.

-   Eucaristia II: Crianças a partir de 10 anos. Preparação próxima para o Batismo e a 1a Eucaristia. Estudo mais intenso da Bíblia, estudo dos sacramentos, mandamentos. Liturgia, orações e cantos.

-   Perseverança: Adolescentes de 10 a 13 anos. Aprofundamento dos temas desenvolvidos na Euc. II. Visitas e ajuda a pobres. Cantos, orações próprias.

-   Crisma:Adolescentes e jovens a partir dos 14 anos. Preparação imediata para a Crisma. Estudo particularizado dos Sacramentos e mandamentos em relação com a vida.  

                     - Cantos, orações, liturgia e obras de misericórdia.

Deficientes: Preparação de deficientes, sem limites de idade, para batismo, Eucaristia e Crisma. Programa o mesmo e metodologia própria.

-   Adultos: >Cursos intensivos para Batismo, 1a Eucaristia, e Crisma. Não há limites de idade. Programa o mesmo.

  1. FORMAÇÃO:

Retiros: Dois por ano para os crismandos, um para a Eucaristia 1 e outro para a Eucaristia dois. 

Missa Semanal: terços, novenas, participação aos eventos da    Arquidiocese. Missas solenes 1a Euc. E Crisma.

-  Obras de caridade: Visitas para instituições de Velhos, e crianças carentes com doações e animação. Campanhas.

- Confraternizações: Passeio, excursões, festa junina, visitas a mosteiros,

- Festivais...

- Palestras formativas...

      4.  CORPO DOCENTE.

      São 120 catequistas, jovens e adultos, pessoas casadas e solteiras, estudantes de 2o grau, universitários e professores formados. São acompanhados por uma contínua formação espiritual e bíblica por meio de encontros após a administração de cada aula, com cursos bíblicos, de conteúdo catequético e de orientação didática, com planejamento orientado, Retiros e outras modalidades próprias.

      Unidos entre si como uma grande família, confraternizam em diversas vezes por ano, com excursões, ágapes festivas, encontros formais e informais. Esta união é firmada pela oração e pela participação aos eventos dos catequizandos não só como responsáveis, mas pela alegria de estarem junto com eles como irmãos maiores.

      5.  OS NADINOS.

      A Liturgia ma Missa da Catequese, que se celebra aos sábados às 17:00 horas é animada por um grupo de crianças denominado “Os Nadinos”. O nome quer ser uma homenagem a São Leonardo Murialdo que era carinhosamente apelidado com o epíteto de “Nadino” (Leonardinho).

      São 35 membros com até 10 anos cada um, orientado por Andréia Belém Brandão e atuantes desde o ano 2000 não só nesta Missa das Crianças mas também em outras solenidades. A liturgia da missa das crianças, hoje é organizada por Silvio, Fátima (fatinha) e Marinalva (Coralzinho).   

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